Em sentença proferida no final da tarde de ontem, o juiz da 1ª Vara Civil da Comarca de Apucarana, Marcelo Mazzali, indeferiu a liminar em que o Ministério Público pedia o afastamento do prefeito Carlos Scarpelini (PSDB). Em sua decisão, o juiz acatou parcialmente a indisponibilidade de bens do prefeito e de seu sobrinho, Wilson Kaminski, até o limite de R$ 38 mil, notificando que fossem oficiados os cartórios de registro de imóveis do Município.
Na ação proposta pelos promotores Eduardo Nagib matni, Sérgio Salomão, Márcia Regina Menezes dos Anjos e Gustavo Marcel Fernandes Marinho, o Ministério Público apresentou como única irregularidade a contratação ilegal do advogado Wilson Kaminski, que é assessor da Câmara e presta serviços ao gabinete do prefeito. Nos últimos dois anos constam pagamentos a ele que somam R$ 38 mil.
Em sua sentença o juiz Marcelo Mazzali diz que, apesar de arguir cerceamento das investigações, para requerer o afastamento, o MP juntou na ação todos os documentos que foram requisitados ao Município. ‘‘Portanto, as investigações da autoridade policial não foram comprovadas pelo autor das denúncias, e se existiram já foram superadas.’’
O promotor Sérgio Salomão disse que ainda não tinha conhecimento da decisão do juiz. Ele adiantou que, depois de avaliar o conteúdo da sentença, os quatro representantes do MP irão decidir se apresentam ou não recurso ao Tribunal de Justiça do Estado.
Em nota distribuída ontem à noite, Scarpelini reiterou que confia no trabalho do Ministério Público e do Judiciário. Ele manifestou-se satisfeito pela decisão anunciada pelo juiz Marcelo Mazzali, frisando que, após um ano de investigações nada comprovou-se de irregular. Quanto à decretação da indisponibilidade de seus bens, Scarpelini limitou-se a dizer que esta é uma decisão a ser respeitada.

mockup