Umuarama - O juiz Siladelfo Rodrigues da Silva, de Cruzeiro do Oeste, não adotou nenhum esquema especial de segurança para o julgamento do ex-secretário de Ação Social da Prefeitura de Mariluz Élcio Farias, 38 anos. Farias é um dos quatro acusados de participação nos assassinatos do vice-prefeito Aires Domingues e do presidente do PPS de Mariluz, Carlos Alberto de Carvalho, o Carlinhos Gordo. O crime completa um ano hoje. Silva acredita que o julgamento será tranquilo.
A sessão começa às 9 horas, mas pode terminar somente amanhã. A leitura do processo, com quatro volumes e quase 1,5 mil páginas, será a fase mais demorada. O promotor Maximiliano Ribeiro Deliberador e o advogado de defesa de Farias, José Aparecido Borges dos Santos, arrolaram as mesmas testemunhas, seis no total. Se ficar muito tarde, Silva pode suspender os trabalhos e retomar o julgamento amanhã.
Farias é acusado de ter ajudado a comprar o Monza utilizado no crime e ter levado o carro para o ex-policial militar José Lucas Gomes, autor confesso dos tiros que mataram Aires e Carlinhos Gordo. O ex-secretário confessou participação e acusa o ex-prefeito e padre Adelino Gonçalves (PMDB) como mandante do crime. O ex-chefe de compras da prefeitura, Alexsandro do Nascimento também é acusado de participação. Farias, Gomes e Nascimento estão presos. Cassado pela Câmara em setembro do ano passado, Gonçalves responde ao processo em liberdade e nega as acusações.

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