Maringá - O juiz da 1 Vara Criminal de Maringá, Joaquim Pereira Alves, marcou para o dia 20 deste mês o interrogatório do vereador Divanir Moreno Tozati (PST) e do presidente da Câmara de Maringá, João ''Jonh'' Alves Correa (PMDB), acusados de corrupção. Dois empresários e um assessor de Jonh, também foram denunciados no mesmo processo criminal, protocolado em novembro do ano passado. O Ministério Público (MP) acusa os vereadores de terem recebido R$ 150 mil para trabalharem pela revogação de uma lei municipal.
Segundo a promotoria, Moreno e Jonh incluiram em junho passado, na pauta da Câmara, um projeto que revogava o tombamento do prédio da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, localizado no centro de Maringá. A revogação da lei favorecia os empresários, donos de uma loteadora, na compra do imóvel para a construção de um shopping center. Depois que o projeto foi aprovado, a compra do terreno foi efetivada pela loteadora.
Na ação, o MP pediu a prisão preventiva dos vereadores, negada pelo juiz. A promotoria pretende recorrer da decisão no Tribunal de Justiça porque entende que ''a conduta da qual eles são acusados não é admissível dentro de um Poder do Município'', e que soltos poderiam ''praticar atos semelhantes''. O crime de corrupção prevê pena de um a oito anos de prisão. Os dois vereadores negam a denúncia e o recebimento do dinheiro.

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