Justiça marca audiência sobre caso de suborno a vereador
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
O juiz da 3 Vara Criminal de Londrina, Katsujo Nakadomari, marcou para 10 de agosto a primeira audiência do processo em que o ex-presidente da Sercomtel Roberto Coutinho Mendes e quatro assessores próximos do prefeito Barbosa Neto (PDT) são acusados de corrupção ativa e formação de quadrilha. Eles teriam tentado subornar o vereador Amauri Cardoso (PSDB) para que votasse contra a abertura da Comissão Processante (CP) da Centronic, cujo resultado pode ser a cassação do mandato do chefe do Executivo.
Também é réu o vereador Eloir Valença (PHS) que, segundo denúncia do Ministério Público (MP), teria passado a dar apoio ao governo de Barbosa em troca de vantagem indevida. Ainda estão presos o ex-secretário de Governo, Marco Cito; o ex-chefe de Gabinete Rogério Ortega; o ex-diretor da Sercomtel Alysson Tobias de Carvalho; e o empresário Ludovico Bonato.
Na audiência, segundo despacho judicial, devem ser ouvidas 15 pessoas. Onze são testemunhas de acusação, arroladas pelo MP. Há três vereadores na lista, incluindo Amauri, que figura como vítima, José Roque Neto (PR) e Marcelo Belinati (PP). O presidente da comissão provisória do PHS em Londrina, Marcos Defreitas, também foi convocado. Ele deve ser ouvido sobre o fato de o vereador ter faltado à sessão em que se discutiria a abertura da CP mesmo com orientação da legenda para o voto favorável.
O irmão de Bonato, Sérgio Aparecido Bonato, e sua esposa Silvana Bonato, que trabalhava no gabinete de Eloir, também foram arrolados como testemunhas de acusação. Além deles, estão o vigilante Devanir Piedade e o bancário Felipe Lobato, ambos da agência do banco Santander, localizada no prédio da Sercomtel, de onde Coutinho teria sacado R$ 5 mil no dia 24 de abril. O dinheiro foi entregue para Alysson Tobias e, em seguida, para Ludovico Bonato, e teria completado o suposto suborno de R$ 20 mil, entregues a Amauri Cardoso. Completam a lista três policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que efetuaram escutas telefônicas e participaram da prisão dos acusados.


