A juíza de 2º grau, Sandra Bauermann, que atua na 4 Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, manteve a suspensão do edital da coleta do lixo, no valor de R$ 119 milhões, conforme havia decidido o juiz da 5 Vara Cível de Londrina, Alberto Júnior Veloso.
Assim, os envelopes da concorrência não foram abertos em 13 de maio, conforme estava previsto no edital. A suspensão da licitação foi solicitada pelo Ministério Público, com o argumento de que houve superestimação da quantidade de lixo produzida em Londrina: o próprio Plano de Saneamento Municipl estimava a produção de 615 gramas por habitante por dia, descontando-se o lixo reciclável. Porém, no edital do lixo, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) colocou quantidade 23% maior, aumentando o valor do contrato, pelo prazo de cinco anos, em R$ 15,2 milhões.
Além disso, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, apontou que o valor a ser licitado, era maior do que o atualmente pago através do contrato emergencial.
''Tem-se daí que os elementos coligidos aos autos apontam a existência de superestimação do preço da coleta domiciliar'', concluiu a juíza, ao negar o agravo interposto pela CMTU.
O presidente da CMTU, André Nadai, não foi localizado pela reportagem. A assessoria de imprensa da companhia disse que também não conseguiu manter contato com ele.

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