Justiça mantém preso suposto membro da Farb
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O juiz da 14ª Vara Criminal, Pedro Luiz Aguirre Menin, decidiu que Vanildo Rossy Moretti, de 48 anos, preso em flagrante no dia 22 de janeiro, na Praça Ramos de Azevedo, no centro da cidade de São Paulo, pregando a luta armada, vai continuar na cadeia. Sob o fundamento de que, em liberdade, Vanildo representaria perigo à sociedade, o juiz indeferiu pedido de liberdade provisória feito pela defesa, que argumentava ser ele réu primário, ter residência fixa e ser pai de seis filhos.
Em poder de Vanildo, foram apreendidos folhetins, pregando a luta política, principalmente contra militantes do PT. Nos panfletos, uma autodenominada Frente de Ação Revolucionária Brasileira (Farb) assumia a autoria do assassinato do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, ocorrido no dia 10 de setembro do ano passado. Foram apreendidos também cartazes com a estampa de um mascarado fardado, identificado na legenda como sendo o guerrilheiro José Arturo.
Vanildo também fazia apologia do uso de maconha e outras drogas. Em sua residência, na Avenida Presidente Wilson, na Moóca, a polícia apreendeu impressos ostentando folhas de maconha e um fotolito com os dizeres: Plante esta semente; sessenta e uma gramas da droga e um vaso onde era cultivada a maconha.
Ao negar a Vanildo a liberdade provisória, o magistrado lembra que tráfico de entorpecentes é considerado crime hediondo e a própria lei impede a concessão do benefício pleiteado.


