Justiça mantém bloqueio em espólio de Carvalhinho
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quinta-feira, 03 de março de 2005
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O desembargador Cleiton Camargo, do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, negou efeito suspensivo à liminar que bloqueou, há cerca de um mês, o espólio do ex-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho. O mérito deve ser julgado em breve pela 8 Câmara Cível do TJ.
Carvalhinho morreu em outubro de 2003, aos 68 anos. Os bens dele ficaram indisponíveis por força de uma liminar da 1 Vara Cível em Curitiba, no dia 31 de janeiro. A decisão saiu com base em uma auditoria que foi feita pela atual gestão nas contas do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), uma das entidades que compõem o sistema Fiep. A auditoria embasou um pedido de ressarcimento, na Justiça, por parte do IEL. Segundo a Fiep, foi detectado pela auditoria um desvio de recursos no valor de R$ 32 milhões no instituto. O IEL é responsável por projetos e estágios no sistema Fiep.
Conforme a apuração dos auditores, os desvios no IEL aconteciam através da emissão de notas frias, para projetos que não saíam do papel. A atual direção da Fiep encaminhou o resultado da auditoria para o Ministério Público (MP) estadual, que em novembro do ano passado fez uma denúncia criminal. O IEL, na tentativa de reaver o dinheiro, também foi à Justiça e pediu na liminar a indisponibilidade dos bens, que foi concedida.
O pedido de desbloqueio dos bens partiu dos advogados de defesa do filho mais velho de Carvalhinho, José Carlos Gomes Carvalho Júnior. Há uma disputa entre o filho mais velho e a filha caçula, Rafaela. A segunda mulher de Carvalhinho, Nani Carvalho, também é falecida.


