A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura denúncias de irregularidades na área da saúde de Sertaneja (63 km ao norte de Cornélio Procópio) conseguiu autorização da Justiça para que o prefeito Renato Tavares (PSDB) apresente documentos à CEI. Segundo os vereadores, Tavares se recusou a encaminhá-los. Ontem venceu o prazo dado pela juíza Ângela Tonetti Biazus, de Cornélio, para a exibição dos documentos, mas o prefeito contestou o pedido.
Entre as irregularidades que os vereadores afirmam ter encontrado estão extravio de autorização de internações hospitalares, de medicamentos, existência de funcionários fantasmas e plantões irregulares. Mas o presidente da CEI, Jair Inocêncio Leme (PDT), ex-secretário de saúde de Sertaneja, e o presidente da Câmara, Neuton de Oliveira (PMDB), consideram como ato de maior gravidade o início da construção de um posto de saúde no terreno de propriedade de Tavares. ‘‘A CEI quer evitar o sucateamento da saúde no município’’, argumentam.
Para o prefeito, a CEI é política. ‘‘Estou contestando ponto por ponto porque esses vereadores estão agindo de má fé. O presidente da Câmara armou essa comissão porque estou castigando o ex-prefeito e aliado dele com dez processos’’, afirma, referindo-se aos processos que ele ingressou contra Sérgio Tizziani (PDT).
‘‘Ele promoveu uma grande caça às bruxas contra mim’’, rebate Tizziani, que considera os processos ‘‘absurdos’’. Para ele, os vereadores estão agindo corretamente porque têm obrigação de fiscalizar o uso do dinheiro público.

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