Justiça manda Gionédis depor à CPI do Banestado
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sábado, 08 de novembro de 2003
Leandro Donatti <br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-secretário de Estado da Fazenda no governo Jaime Lerner (PSB) Giovani Gionédis vai ter prestar depoimento à CPI do Banestado, na próxima terça-feira, dia 11, às 10 horas. A ordem, acatada imediatamente por Gionédis, é do juiz da 2 Vara Criminal Federal de Curitiba, Sérgio Moro.
Os deputados encaminharam pedido ao juiz, depois que Gionédis deixou de atender quatro convocações. O depoimento do ex-secretário é considerado fundamental. Além de responder pela pasta, Gionédis era presidente do Conselho de Administração do Banestado, em 2000, quando banco foi vendido ao Itaú.
Sérgio Moro despachou na tarde de quinta. O juiz autorizou condução coercitiva do ex-secretário, caso o mesmo insistisse em não falar à CPI. Por ora, entretanto, o uso de força policial está descartado. O advogado de Gionédis compareceu em juízo e comprometeu-se a levar seu cliente à audiência.
A defesa de Gionédis já havia sinalizado na semana passada disposição em atender ao chamado dos deputados. Minutos depois que a CPI aprovou o pedido judicial forçando a presença do ex-secretário, um requerimento foi protocolado abrindo a possibilidade de Gionédis falar entre 11 e 13 de novembro.
''Mesmo no caso de pessoa investigada, se é que é este o caso, o direito que lhe cabe é ao silêncio diante de perguntas cujas respostas possam levar à auto-incriminação, mas não a ausência. Outrossim, concordando ou não Giovani Gionédis com a CPI ou mesmo havendo ou não alguma animosidade pessoal em relação aos seus membros, o respeito devido à Assembléia Legislativa impõe o comparecimento, máxime em se tratando de pessoa que já exerceu relevante cargo público'', consta no despacho de Sérgio Moro.


