Brasília - O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) deferiu na tarde de ontem o pedido de reintegração de posse do prédio onde funcionará a nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O pedido foi feito pela Procuradoria da Câmara Legislativa. A ação foi julgada pelo juiz Marco Antônio da Silva Lemos, da 3 Vara da Fazenda Pública. As informações são da Agência Brasil.
O prédio, ainda em obras, foi invadido na noite de quarta-feira por mais de 50 estudantes que integram o movimento ''Fora Arruda''. Os invasores pedem o cancelamento da eleição indireta realizada no último sábado. Os deputados distritais elegeram Rogério Rosso (PMDB) para governar o Distrito Federal até o dia 31 de dezembro.
De acordo com a assessoria do TJDFT, dois oficiais de Justiça iriam à futura sede da Câmara Legislativa para pedir aos manifestantes que deixem imediatamente o local. Caso houvesse resistência, o Tribunal poderia pedir auxílio da polícia. O juiz determinou também que seja mantido reforço policial em frente ao prédio até a inauguração da obra, prevista para o segundo semestre deste ano.
Os manifestantes, em sua maioria estudantes da Universidade de Brasília (UnB), dizem que só deixam a futura sede da Câmara após a queda de Rosso. Apesar da manifestação, eles ainda não decidiram se são a favor da intervenção ou de uma nova eleição.
Fraude no metrô
O governador Rogério Rosso (PMDB) demitiu na tarde de ontem o presidente e três diretores da companhia de Metrô de Brasília. Segundo nota, Rosso determinou ainda que o conselho de administração escolha substitutos entre os servidores de perfil técnico.
Na manhã de ontem, o Ministério Público (MP) do DF cumpriu mandados de buscas e apreensão na sede do Metrô para investigar suposta fraude em licitação do projeto de uma linha de veículo leve sobre trilhos (VST). A Promotoria lembra que é a obra mais cara já contratada pelo governo do DF com valor orçado de R$ 1,5 bilhão. Segundo o MP, há forte indícios de fraudes envolvendo funcionários do Metrô e das empresas contratadas.
Em nota, o Metrô afirmou que o MP está com a cópia integral do processo desde 2007. A empresa diz que a concorrência da obra foi aprovada pelo Tribunal de Conta do DF e negou irregularidades.

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