Curitiba - Depois de 26 meses preso, o policial civil João Adão Sampaio Schisler obteve um habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná e está em liberdade. Schisler é acusado de ter participado do assassinato do deputado estadual Tiago Amorim Novaes (PTB), assassinado quando chegava em sua residência em Cascavel no dia 18 de dezembro de 2001. As investigações da Polícia Civil apontaram Schisler como um dos mandantes do crime.
Os desembargadores do TJ reconheceram que a prisão estava causando um constrangimento ilegal a Schisler, uma vez que o processo criminal tramita de maneira muito lenta. O advogado Reginaldo Sampaio Schisler, irmão do acusado, alegou que a complexidade da causa e o número de réus envolvidos não estavam sendo levados em conta pelo TJ. Os desembargadores do órgão acataram os argumentos.
O policial civil irá responder agora os processos em liberdade. Além do assassinato de Amorim, Schisler é acusado também de mandar matar o traficante Abelino de Jesus, conhecido como Abelha. A conexão entre os dois crimes não foi ainda comprovada pela polícia. Dias antes de morrer, Amorim havia anunciado em seu programa de tevê que iria fazer ''denúncias bombásticas'' contra policiais da região de Cascavel.

mockup