SÃO PAULO - O juiz federal da 5 Vara Federal Criminal de São Paulo, Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, determinou ontem a soltura dos cinco funcionários da empresa Kroll presos pela Polícia Federal há cerca de duas semanas sob acusação de ''formação de quadrilha ou bando''. O Ministério Público Federal informou que irá recorrer da soltura dos investigados.
Presos no último dia 27, os diretores da Kroll Eduardo de Freitas Gomide e Vander Aloísio Giordano e os funcionários Julia Leitão da Cunha, Alessandro Ricardo Sanches e Rodrigo de Azevedo Ventra deverão aguardar em liberdade o andamento das investigações da ''Operação Chacal''.
O flagrante se justificou, segundo a Polícia Federal, após serem localizados no escritório em São Paulo da Kroll maior empresa de investigação privada no país vários equipamentos que supostamente poderiam ser utilizados em interceptações telefônicas, o que é ilegal. O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende os funcionários, argumentou que a legislação não tipifica o porte do equipamento como crime.
No pedido de liberdade provisória e de relaxamento do flagrante, Mariz de Oliveira afirmou que a prisão em flagrante foi um ''disparate'' e está mais para ''flagrante de interpretação'', já que, segundo ele, quando os cinco funcionários foram presos, não havia provas de envolvimento deles em investigações ilegais. ''Estamos diante, então, do absurdo flagrante da dúvida, a depender da nova produção de provas'', afirmou Mariz de Oliveira em seu pedido ao juiz.
A ''Operação Chacal'' foi desencadeada pela PF em três Estados e no Distrito Federal para apurar se o banco Opportunity, de Daniel Dantas, e Brasil Telecom, Carla Cicco, se valeram de procedimentos ilegais para investigar uma rival no ramo da telefonia, a Telecom Itália.

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