Justiça liberta empresários acusados de lavagem de dinheiro
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sexta-feira, 15 de abril de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Justiça liberou anteontem à noite, três empresários paranenses acusados de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro nacional e evasão de divisas via contas CC-5, que foram presos na última terça-feira pela Polícia Federal, de Curitiba. As prisões dos paranaenses Paulo Roberto Krug, Leandro Henrique Piaceski e Clayton Marcelo de Souza, em cumprimento à operação Zero Absoluto, correspondem ao desdobramento da Operação Banestado. O desembargador federal, Néfi Cordeiro, do Tribunal Regional Federal da 4 Região, concedeu habeas corpus aos acusados.
Os empresários tiveram a prisão decretada pela 2 Vara Federal Criminal de Curitiba, em razão da ''magnitude da lesão causada e a possibilidade de haver risco de fuga''. Os três acusados teriam movimentado US$ 28 milhões entre 1999 e 2002 no conta do Merchants Bank de Nova York. Os acusados operavam por meio de offshores nas Ilhas Virgens Britânicas e casas de câmbio no Brasil (em São José dos Pinhais, no Paraná, e São Paulo).
Na justificativa para a liberade provisória, o desembargador destacou que a possibilidade de fuga ''é mera hipótese'', lembrando que os acusados, após serem liberados, através de outro habeas corpus, em outro processo, continuaram em suas casas, compareceram aos atos processuais, não prejudicaram a instrução criminal e ''inclusive, apresentaram-se voluntariamente à delegacia quando souberam da decretação de sua prisão preventiva''.
Na última terça-feira, em operação da Força Tarefa CC-5, denominada ''Zero Absoluto'' a Polícia Federal do Paraná cumpriu mandado de prisão expedida contra Krug e Piaceski. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Souza permaneceu foragido, mas acabou se entregando no final do dia.
Os três acusados foram denunciados pelo MPF no início de abril, num desdobramento da investigação do Banestado, que vem se arrastando desde 1997. De acordo com o MPF primeiro foram presos os laranjas, ''os pequenininhos'' da história. Agora o MPF está em outra fase da investigação, que visa prender os envolvidos no ''andar mais alto'', que são as pessoas que manipularam o dinheiro. O objetivo da Força Tarefa é atingir os ''cabeças'', que ordenaram e usufruíram da evasão de divisas e crimes promovidos pela Operação Banestado.


