Justiça libera ex-presidente do Ippul do uso de tornozeleira eletrônica
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Vitor Struck<br>Reportagem Local 

O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Délcio Miranda da Rocha, acatou o pedido da defesa da ex-presidente do IPPUL (Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina) Ignes Dequech Álvares e revogou o monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica. Ela é uma das denunciadas por organização criminosa na Operação ZR3. Entretanto, ficam mantidas "as medidas de proibição de manter contato e a proibição de acesso aos órgãos públicos listados".
No pedido, a defesa argumenta que "a monitoração eletrônica não é mais necessária porque o requerente pediu seu desligamento do Conselho Municipal da Cidade (CMC) e porque sua situação não ação penal é menos gravosa que a dos demais acusados".
Ignes usava a tornozeleira eletrônica desde o início da deflagração da Operação ZR3 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que desbaratou suposto de esquema para mudanças de zoneamento na cidade. A acusação que recai sobre a ex-presidente do Ippul é de participação em organização criminosa, no período em que era integrante do CMC.
Para o advogado Marcos Ticianelli, a denúncia é muito vaga em relação a ela. "A menção a ela é muito vaga. Nós entendemos que, na denúncia, não existe uma descrição exata ou completa, algo que realmente possa conduzir ao entendimento de que ela possa ter participado desta organização criminosa." O advogado de defesa vê com bons olhos a retirada do dispositivo eletrônico. A decisão saiu pouco antes das 15h. Além de Ignes, outras 12 pessoas foram denunciadas à Justiça, incluindo o presidente da Câmara Municipal de Londrina, Mario Takahashi (PV), o vereador Rony Alves (PTB) - ambos afastados dos cargos e também monitorados por tornozeleira -, funcionários públicos e empresários.


