A Justiça Federal registrou nos últimos dez anos pelo menos 28 processos contra Youssef. Um deles, que o envolve em supostas transações via contas CC-5 do Banco del Paraná, tramitou na 2ª Vara Criminal da Justiça Federal de Foz do Iguaçu, passou pelo Tribunal Regional da 4ª Região em Porto Alegre (RS) e atualmente está no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Do total de processos, 18 foram iniciados em Londrina, seis em Curitiba e quatro em Foz. O processo envolvendo Youssef e também o braço paraguaio do Banestado foi encaminhado em maio deste ano ao ministro do STJ em Brasília, Fontes de Alencar, e já está em fase final de apreciação.
A ação foi iniciada depois que a Divisão de Repressão ao Crime Organizado designou 17 policiais e três delegados para trabalhar especificamente em casos envolvendo suspeitos de lavar dinheiro ilegal no exterior.
Em Londrina, a PF instaurou 30 inquéritos para apurar 30 contas fantasmas abertas nas agências do Banestado de Londrina e região. Segundo o delegado responsável, Sandro Roberto Viana dos Santos, as investigações apontam o envolvimento do doleiro. ‘‘De acordo com depoimentos de funcionários do banco, Alberto Youssef se utilizava dessas contas para fazer depósitos e saques’’.
O delegado disse que o prazo concedido pela Justiça para que o Banestado encaminhasse a documentação das contas venceu e que somente parte dos relatórios de movimentação foi enviada. ‘‘Na semana passada solicitamos o envio dos documentos referentes às contas, mas ainda não obtivemos resposta’’.
Conforme Santos, ainda deverão ser tomados alguns depoimentos, inclusive de Youssef, agendado para a próxima semana, e a verificação dos documentos das contas para o andamento do processo. (Colaboraram Alexandre Palmar e Cristiane Oya)

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