Brasília - A Justiça Federal prorrogou por mais 60 dias as investigações do vazamento do dossiê com gastos sigilosos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A decisão é do juiz federal José Airton de Aguiar Portela, da 12 Vara Federal no Distrito Federal, que acatou ontem o pedido feito pelo delegado responsável pelo inquérito, Sérgio Menezes. As investigações estavam previstas para terminar anteontem. Pelo menos quatro servidores da Casa Civil já foram ouvidos por Menezes sobre o vazamento de informações que deu origem ao dossiê. O delegado mantém sob sigilo os nomes dos servidores, porém confirma que eles não integram a lista dos seis servidores que seriam responsáveis pela planilha com os dados que deram origem ao dossiê.
Segundo a PF, o delegado vai ouvir os seis servidores somente após a conclusão da perícia realizada pelo órgão nos sete computadores que foram apreendidos na Casa Civil (cinco laptops e dois de mesa) de onde teriam saído as informações que deram origem ao dossiê. A PF também apreendeu mais seis computadores e um pendrive da Casa Civil que estão sendo analisados pela perícia.
A PF também se prepara para tomar o depoimento de Dilma no inquérito, embora oficialmente negue que a ministra esteja entre as testemunhas do caso. A reportagem apurou que a idéia é ouvir a ministra como testemunha e não indiciada ou suspeita do vazamento de informações sigilosas referentes ao uso de cartões corporativos e ''contas B'' durante a gestão do ex-presidente.

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