Justiça Federal em Londrina também adere à paralisação
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segunda-feira, 27 de maio de 2002
Cristiane Oya Reportagem Local 
Cerca de 100 servidores da Justiça Federal em Londrina decidiram ontem em assembléia aderir ao movimento grevista nacional da categoria. Londrina era o único foco de resistência no Estado.
Os servidores em assembléia votaram, quase que por unanimidade, pela paralisação. A partir de amanhã (hoje), os servidores vão estar na frente do prédio da Justiça Federal com faixas e cartazes e vamos comunicar o juiz da decisão. Com isso, estamos fechando o Paraná inteiro, disse o diretor do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal no Paraná (Sinjuspar), Ernando Ciscouto Peluso.
A partir de hoje, os cerca de 120 servidores estarão realizando somente os atendimentos considerados de urgência. Logicamente o padrão que o comando de greve nacional está colocando é o seguinte, as audiências designadas vão se realizar, o atendimento do juizado especial, as questões de réu preso que são urgentes, mandados de segurança e habeas corpus. Também vamos ter que usar de muito bom senso do comando de greve da própria direção do foro de Londrina, afirmou.
O funcionalismo da Justiça Federal está reivindicando a aprovação no Congresso Nacional do Plano de Cargos e Salários (PCS), que prevê reposição salarial diferenciada para os servidores não só da Justiça Federal, mas também da Justiça do Trabalho, do Ministério Público Federal e da Justiça Eleitoral.
Curitiba - O juiz federal substituto Emmerson Gazda, em exercício na 4ª Vara Federal Cível de Curitiba, determinou ontem que os servidores daquela vara retornassem às suas atividades normais de atendimento ao público e curso dos prazos processuais. Os prazos estavam suspensos até o último dia 24, por força da portaria 02/2002, que não foi reeditada.
O trabalho estava prejudicado desde o último dia 21, devido à greve do funcionalismo da Justiça Federal. Os servidores estão mobilizados em 19 estados, pedindo a aprovação do plano de cargos e salários da categoria na Câmara Federal.
As portas da secretaria da 4ª Vara, na Rua Voluntários da Pátria, centro de Curitiba, foram abertas ontem, retomando o atendimento.
O oficial de Justiça Fábio Maia, diretor do Sinjuspar, lamentou a decisão da 4ª Vara, mas disse que a escolha cabe aos funcionários. Cada um sabe o que é melhor para si, afirmou. Segundo ele, o sindicato recomenda a paralisação.
Nas demais varas federais, a paralisação continua.
O Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho (Sinjutra) teme repressão por parte da polícia, na Capital. A entidade tem organizado manifestações periódicas em frente à Justiça do Trabalho, na Rua Vicente Machado.(Colaborou Maria Duarte)


