Curitiba - O Ministério Público (MP) estadual encaminhou ontem para a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, documentos para instauração de procedimento investigatório para apurar a participação de outras autoridades que não puderam ser citadas na denúncia feita na Justiça do Paraná por terem foro privilegiado. Entre essas autoridades estariam ex-secretários de Estado. O entendimento é de que um crime que tenha sido praticado, em tese, no exercício de funções públicas, tem que ser investigado e acompanhado por instâncias superiores.
Tudo indica que Ingo Hubert (ex-secretário de Fazenda e ex-presidente da Copel) e José Cid Campêlo Filho (ex-secretário de Governo) estejam entre os nomes encaminhados para Brasília. Os dois foram presos na manhã da última terça-feira supostamente por terem praticado crimes de improbidade administrativa, peculato (desvio de recursos públicos) e de formação de quadrilha. Quatorze horas depois, eles foram liberados através de habeas corpus concedido pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Ruy Fernando de Oliveira.
Além dos dois, foram denunciados e presos na última terça-feira o ex-contador da Copel Cezar Antônio Bordin, o ex-advogado e ex-assessor da presidência da Copel Sérgio Luiz Molinari, o proprietário da Mix Trade Comércio Exterior Ltda Rogério Figueiredo Vieira, o presidente da Adifea José Guilherme Haussen, o diretor da Adifea Hararld Bernhard e o consultor que prestou serviços para a Embracon Antonio Sampaio Menezes. Todos eles liberados pela Justiça com revogação da prisão preventiva que era, a princípio, para vigorar por 81 dias.
Apenas não foram revogadas as prisões preventivas decretadas contra a auditora do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, Desirée Fregonese, que é assessora de Heinz Herwig e está foragida; e a do dono da Embracon, Maurício Roberto da Silva, que também não foi localizado pela polícia. No entendimento da Justiça, os dois não podem ter habeas corpus porque não sofreram qualquer tipo de constrangimento ilegal.

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