Justiça encerra instrução de 'fantasma' na Câmara
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Justiça Criminal em Londrina encerrou ontem a instrução do processo em que o vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) é acusado pelo Ministério Público (MP) de contratação de assessora ''fantasma'' em seu gabinete, em 2009. Além dele e de Maria Aparecida Vieira, a ex-comissionada, estiveram na audiência perante a juíza da 4 Vara Criminal, Carla Pedalino, oito testemunhas de defesa. No último dia 18 de agosto foram ouvidas as testemunhas de acusação - ocasião em que o depoimento de uma delas, Regina Amancio, primeira a denunciar o vereador pela suposta ''fantasma'', relacionou o suplente de Gouvêa, o advogado Zaqueu Berbel (PRP), como suposto oferecedor de R$ 10 mil em troca de prejuízo ao colega.
Tanto o vereador quanto seu advogado, Nilton Simão, se disseram ''surpresos'' com mais uma testemunha que trouxe à tona o nome de Berbel: dessa vez, a ex-vigilante terceirizada da Casa Benedita Ferreira. Em juízo, ela apresentou um boletim de ocorrência registrado em 24 de fevereiro no qual dizia ter se sentido ameaçada por Berbel. ''Ela relatou ter recebido uma ligação dele oferecendo emprego e pedindo que tomasse cuidado com o que ia falar na Comissão Processante (CP), na Câmara'', afirmou Simão. Indagado sobre o motivo dela não ter apresentado a situação à comissão, Simão resumiu: ''Não sei. Só sei que isso hoje foi uma novidade''.
O promotor Cláudio Esteves, que acompanhou as audiências e ontem pediu vista dos autos, declarou que vai analisar especificamente as colocações sobre Berbel para, então, se manifestar no processo. ''Vamos ver se o relato da testemunha tem coação a ser investigada ou não, pois ela não foi muito precisa.''
Berbel admitiu ter ligado para a então vigilante, mas ressalvou: ''Liguei para lembrá-la da audiência na CP e disse a ela que era testemunha-chave. Nunca ofereci emprego ou ameacei ninguém''. ''Esse tipo de defesa não tem escrúpulo algum e prova que esse rapaz (Gouvêa) tem a índole má, pois não precisava de nada disso para se defender. Vou tomar minhas medidas jurídicas.''


