Imagem ilustrativa da imagem Justiça Eleitoral realiza cerimônia de auditoria das urnas
| Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha

A Justiça Eleitoral de Londrina promoveu na segunda-feira (9) uma cerimônia de auditoria das urnas que serão utilizadas na eleição de domingo (15). A votação na cidade contará com 983 equipamentos, além de outros 131 reservas. São 376.073 eleitores aptos a votar no pleito deste ano. O poder judiciário de Londrina também é responsável por Tamarana, na região metropolitana.

Estiveram presentes representantes dos partidos políticos, MP (Ministério Público) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Quatro urnas foram escolhidas aleatoriamente pelas entidades e testadas. A imprensa pôde acompanhar a demonstração, que simulou a funcionalidade no dia da eleição, com o aparelho sendo ligado, emissão da zerésima (relatório que mostra que não há algum voto registrado previamente) e o voto.

Diretor do Fórum Eleitoral de Londrina, o juiz Luiz Valério dos Santos afirmou que a cerimônia é importante para demonstrar a confiabilidade da urna eletrônica. “Nas últimas eleições, principalmente em 2018, houve muita divulgação de ‘fake news’, pessoas questionando a segurança da urna. Nós confiamos na urna, e até hoje, nos mais de 20 anos da urna no Brasil, nunca foi demonstrada nenhuma possibilidade de fraude”, defendeu.

EFICIÊNCIA

As urnas eletrônicas passaram a fazer parte do processo eleitoral brasileiro em 1996, entretanto, a legislação regulamentando o uso de máquinas para votar é mais antiga, de 1932.

Apesar do avanço da tecnologia e da ferramenta, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou na semana passada, durante live nas redes sociais, que pretende enviar ao Congresso Nacional proposta para o voto impresso já a partir das eleições presidenciais de 2022. Após a fala, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, reagiu, classificando que a medida seria um retrocesso.

Segundo a presidente da OAB, Vania Queiroz, a polêmica envolvendo a recente eleição nos Estados Unidos mostrou que o sistema eleitoral no Brasil é eficaz. “Vemos que nosso sistema tem mostrado eficiência, que caminhamos para cada vez mais um processo democrático de direito, em que o eleitor tem segurança do seu voto ser computado para eleger o candidato que escolheu”, elencou.

LOGÍSTICA

Depois da solenidade de auditoria, os equipamentos foram zerados e novamente lacrados. Os aparelhos serão levados para os locais de votação no sábado (14), sendo ligados no dia eleição, pelo presidente da chamada “mesa de votos”. Neste ano, em razão da pandemia de coronavírus, não haverá biometria, com o eleitor sendo identificado pelo caderno de votação.

A orientação é para que a pessoa leve caneta e dê preferência para o e-Título. “Substitui o título de papel. O eleitor pode baixar pelo aplicativo no celular. Uma das funcionalidades é de que no dia da eleição o eleitor poderá usar o e-Título para fazer a justificativa de ausência se não estiver no município de votação, não precisando ir até um local para justificar”, explicou Luiz Valério dos Santos. A votação vai ocorrer das 7h às 17h.