Curitiba - O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), foi absolvido ontem no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da acusação de ter coagido funcionários municipais e estaduais a trabalharem em sua campanha à reeleição em 2000. O recurso, movido pelo diretório municipal do PT, é o primeiro de três que atualmente tramitam no TRE acusando Cassio de ter cometido irregularidades em sua campanha. Os outros dois referem-se a denúncias de que o prefeito teria realizado um caixa dois na sua campanha de R$ 29,8 milhões, e ainda não tem data marcada para serem julgados.
Além de Cassio, o vice-prefeito Beto Richa (PSDB) e o ex-governador Jaime Lerner (PFL) também figuravam como réus no recurso apreciado ontem. Por unanimidade, os juízes do TRE consideraram que não havia provas que configurassem abuso de poder político por parte dos mesmos. Cassio, Beto e Lerner já haviam sido absolvidos da acusação em primeira instância em 2002, quando o juiz da 1 Vara Eleitoral Espedito Reis do Amaral também considerou que não havia provas da coação dos servidores municipais e estaduais.
Nos próximos dias deve prosseguir a batalha jurídica movida pelo PT municipal, que viu seu candidato à prefeitura, Angelo Vanhoni, ser derrotado por uma pequena margem de votos em 2000. Um recurso movido pelo partido juntamente com o promotor eleitoral Valcir Natalino da Silva questionando a aprovação de contas de Cassio deve ser apreciado pela corte do TRE nos próximos 15 dias. O recurso baseia-se principalmente em uma investigação da Polícia Federal, que apontou que o comitê do PFL teria gasto pelo menos R$ 700 mil a mais do que havia declarado à Justiça Eleitoral.
O prefeito também responde a uma denúncia por crime eleitoral protocolado pelo procurador João Gualberto Garcez Ramos pelo mesmo motivo.

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