O ex-deputado Nilton Servo (PDT), candidato a vice-prefeito de Nova Esperança (34 quilômetros a noroeste de Maringá) derrotado nas últimas eleições, saiu ontem, no final da tarde, da prisão. Ele estava na cadeia da 9ª Subdivisão Policial de Maringá desde o dia 5 de outubro, acusado de ter cometido crime eleitoral ao distribuir alimentos em troca de votos no município. O ex-deputado era vice na chapa encabeçada pela sua mulher, Tuco Servo (PDT).
O relaxamento de prisão foi decidido ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com sede em Curitiba. Os juízes eleitorais acataram o pedido de habeas corpus protocolado pelo advogado Luiz Chemim Guimarães. O ex-deputado está sendo liberado ‘‘por excesso de prazo’’, ou seja, o inquérito policial que investiga as denúncias contra ele não foi concluído em até 10 dias como manda a legislação.
O relator do habeas corpus de Servo foi o juiz eleitoral Nilsen Kanayama. O relaxamento da prisão não quer dizer que o ex-deputado está livre das acusações. A Polícia ainda investiga as denúncias.
O ex-deputado deixou a cadeia prometendo que vai continuar lutando pelos votos da mulher. Ele alega que tem uma lista com mais de mil eleitores declarando voto a Tuco, que ficou na terceira colocação, com 2.300 votos.
Durante os 13 dias em que esteve preso, junto com outros cinco detentos, Servo não quis se alimentar com a comida dada aos companheiros de cela. Ele pagava R$ 2,50 por uma marmita preparada pela cantina da 9ª SDP e fumava pelo menos seis maços de cigarros por dia.
A Folha tentou ontem falar com o juiz Airton Vargas da Silva, de Nova Esperança, que acatou o pedido de prisão de Servo, mas ele não foi encontrado no Fórum. (Colaborou Marcos Zanatta)

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