Justiça Eleitoral dá vaga na AL para Felipe Lucas
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quinta-feira, 07 de março de 2013
José Lazaro Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Alceuzinho Maron (PSDB) perdeu ontem o mandato de deputado estadual, após a Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná entender que ele erroneamente ocupou vaga de suplente na Assembleia Legislativa (AL) do Estado. Segundo da ''lista de espera'' do PPS, partido pelo qual disputou a eleição de 2010, Maron tomou posse no início desse ano após Marcelo Rangel (PPS) virar prefeito em Ponta Grossa. Convocado pelo presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), ele assumiu o posto.
Só que nesse intervalo de dois anos Maron se desfiliou do PPS e mudou para o ninho tucano, disputando sem sucesso a Prefeitura de Paranaguá. O terceiro suplente do PPS, Felipe Lucas, pediu a vaga na Justiça Eleitoral alegando infidelidade partidária. Maron respondeu que seu desligamento tinha motivo justo, mas o juiz Josafá Antonio Lemes, relator do caso no TRE, deu ganho de causa ao PPS. ''Simples desavenças internas e contratempos eventuais com dirigentes partidários não configuram discriminação pessoal grave'', decidiu o magistrado.
O deputado federal Rubens Bueno, presidente do PPS no Paraná, diz que o partido apenas pediu o que é dele por direito. ''Maron deixou o partido em 2011, e ao deixar o partido também deixou a suplência, que é do PPS, e não dele.'' Segundo a determinação do TRE, a AL tem dez dias para empossar Felipe Lucas, que é médico e reside em Irati (Centro Sul). Ele vai recompor a bancada do PPS na AL, ao lado de Douglas Fabrício e Tercílio Turini.
Alceuzinho questiona a decisão e irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O advogado dele, Guilherme Salles Gonçalves, considera que o julgamento pode ser reformado, já que ''tanto em relação a preliminar, quanto em relação ao mérito, (a decisão se deu) por restrita maioria de três votos a dois''. Na opinião de Gonçalves, isso caracteriza a matéria como ''controversa''.


