Justiça Eleitoral admite que falhou
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terça-feira, 08 de outubro de 2002
Theo Saad<br>Agência Estado 
São Paulo O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, desembargador José Mário Antonio Cardinale, admitiu ontem que a Justiça Eleitoral falhou na eleição do último domingo, tanto na votação, em que os eleitores enfrentaram longas filas, quanto na apuração, que está demorando mais do que o previsto. ''Eu admiti expressamente: até aqui foi falha da Justiça Eleitoral'', disse. Cardinale não apontou se o culpado foi o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou os TREs. ''Foi a Justiça Eleitoral'', resumiu.
Segundo o desembargador, o que retardou a apuração foi o término atrasado da votação em Itapeva e Capão Redondo terminou depois das 23 horas, sendo que o horário previsto era 17 horas e o acúmulo de trabalho dos funcionários e de dados no computador que processa os Boletins de Urna (BU).
Ele assegurou que medidas serão tomadas nas próximas eleições para evitar a demora. ''Poderá ser adotado o segundo terminal de votação, só depende de os problemas técnicos serem resolvidos'', adiantou. Com isso, dois eleitores poderão votar ao mesmo tempo em cabines separadas. O TSE já tem, inclusive, uma resolução que prevê tal aplicação. Outra medida que poderá ser tomada é a divisão das seções eleitorais.


