O juiz eleitoral de Cascavel, Sérgio Luiz Creuz acatou ontem a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) contra o vereador Rui Capelão (PTB), acusado de crime de corrupção eleitoral. Ele teria comprado votos na eleição passada. Caso venha a ser condenado, Capelão pode pegar de um a quatro anos de reclusão.
O MP começou a investigar Capelão porque recebeu denúncia de que o vereador teria prometido um emprego ao cabo eleitoral Chamanino ‘‘Nino’’ Pastore, em troca de voto. Isso teria acontecido na campanha eleitoral de outubro de 2000. O promotor Carlos Alberto Choinski ofereceu denúncia na semana passada.
O promotor também oficiou à Câmara solicitando que analise o caso envolvendo Capelão em virtude de não haver possibilidade de propor ação de impugnação de mandato. ‘‘Vamos cumprir com o que nos pede o Ministério Público’’, disse o presidente da Câmara Atair Gomes da Silva (PDT).
Esta será a primeira vez na história do município que um vereador será submetido ao julgamento político do Legislativo. O ofício encaminhado pelo promotor será lido na primeira sessão ordinária do ano, no próximo dia 16, quando será formada uma Comissão Processante composta por três vereadores.
A criação da comissão é prevista pelo Decreto Federal 201/67, de 1967 – que dispõe sobre o julgamento político dos detentores de mandato. A comissão terá 30 dias para analisar o caso e poderá propor a cassação do mandato ou o arquivamento da denúncia. Gomes disse lamentar a denúncia, mas promete seguir os trâmites legais. ‘‘Vamos cumprir com nosso compromisso de oxigenar o Legislativo, renovando costumes, práticas e maneiras.’’
Capelão disse à Folha, quando foi denunciado, que é inocente e que o cabo eleitoral estaria tentando extorqui-lo.

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