Justiça do Trabalho também pára
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quarta-feira, 09 de julho de 2003
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Ontem mais duas categorias resolveram aderir a paralisação em protesto a Reforma da Previdência proposta pelo governo federal. Os mais de 70 servidores da Justiça do Trabalho de Londrina iniciaram a greve por tempo indeterminado e os trabalhadores da Receita Federal resolveram prolongar a paralisação de 24 horas para 72 horas, permanecendo de braços cruzados até amanhã.
''Somos contra a Reforma da Previdência, principalmente em relação a questão da privatização, das previdências complementares. A greve é por tempo indeterminado, só depende do governo assumir compromissos de verdade e propor uma reforma de caráter público e solidário'', justificou a técnica judiciária e coordenadora de Finanças do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho (Sinjutra), Adriane Ludke.
Segundo o técnico judiciário e representante do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal (Sinjuspar) Paulo César Silva dos Santos, os servidores da Justiça Federal em Londrina devem entrar em greve a partir de hoje. ''Estamos aguardando a decisão do sindicato em Curitiba. O movimento deu uma retardada, tivemos cautela em relação as decisões, mas o movimento vai ocorrer. Apenas haverá a confirmação e a partir de amanhã (hoje) o movimento vai começar a ser construído, não ocorrendo uma paralisação geral de imediato'', afirmou. ''A adesão aqui em Londrina está muito forte, em média 80% do pessoal apóia o movimento. amanhã teremos que fazer uma assembléia local, mas sem dúvida vamos paralisar'', complementou.
Os servidores das duas agências do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Londrina também suspenderam ontem o atendimento a população iniciando efetivamente a greve. Conforme informações do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs), apenas alguns servidores trabalharam ontem no setor administrativo. A categoria deve se reunir sábado em Curitiba para definir se a paralisação deve continuar.
Os funcionários da Polícia Federal e da Receita Estadual voltaram ao trabalho normalmente ontem, optando pela paralisação em protesto à reforma somente na última terça-feira.


