As investigações sobre um suposto caixa 2 na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), vão movimentar os tribunais nesta semana. Hoje, o juiz da 1 Zona Eleitoral, Espedito Reis do Amaral, deve decidir sobre o mandado de segurança encaminhado na sexta-feira pelos advogados do PFL pedindo acesso a todos os documentos que estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP) Estadual.

O material analisado pelos promotores é baseado principalmente em um livro-caixa entregue pelo tesoureiro da campanha de Cassio, Francisco Paladino Júnior. O documento aponta para uma movimentação não declarada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de R$ 29,8 milhões. A partir do livro-caixa, os promotores solicitaram a requisição de diversos recibos e notas fiscais de empresas citadas no documento. Oficialmente, o comitê do PFL declarou que gastou R$ 2,9 milhões na campanha de Cassio.

O coordenador dos promotores que respondem pelo caso, o procurador Munir Gazal, rejeitou um pedido encaminhado pelo advogado do PFL, Antônio Figueiredo Basto, para ter acesso aos documentos. Segundo Gazal, a divulgação do material poderia atrapalhar as investigações do Ministério Público.

Além do mandado de segurança, a Justiça Eleitoral também deve indicar hoje um relator para analisar o recurso elaborado pelo promotor Valclir Natalino da Silva. O promotor solicita a rejeição das contas do prefeito de Curitiba, que foram aprovadas pelo juiz Espedito Reis do Amaral no dia 7 de novembro, um dia após as denúncias de um suposto caixa 2 se tornarem públicas.

A Polícia Federal também deve indicar esta semana um delegado para acompanhar o caso. O órgão vai apurar se houve abuso de poder econômico e sonegação de informações ao TRE, o que caracteriza crime eleitoral.

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