Justiça determina quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados pelo Gaeco
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sábado, 27 de janeiro de 2018
Viviani Costa <br> Reportagem Local 
O juiz Décio Miranda da Rocha, da 2ª Vara Criminal de Londrina, determinou a quebra do sigilo bancário dos investigados na Operação ZR3, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). A investigação apura suposto esquema de corrupção envolvendo dois vereadores, agentes públicos e empresários para a mudança de zoneamento na região leste de Londrina.
No ofício encaminhado ao diretor do Banco Central, foram solicitadas informações referentes a contas de depósitos, poupança, investimento, bens, direitos e valores mantidos pelos suspeitos no período de 01/01/2015 a 28/11/2017. As informações devem ser repassadas ao Laboratório de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro do Ministério Público do Paraná no prazo de 30 dias e permanecerão em segredo de Justiça.
Além da quebra do sigilo bancário dos 11 investigados, duas empresas de consultoria e duas loteadoras também terão as movimentações financeiras repassadas ao Ministério Público. Em outro ofício encaminhado a Delegacia da Receita Federal em Londrina, o juiz solicita a averiguação fiscal dos investigados, dos familiares e das empresas dos suspeitos já listadas no processo.
Em nota enviada nesta sexta-feira (26), o advogado do vereador Rony Alves, Maurício Carneiro, afirma que "após análise detalhada de mais de mil folhas, concluiu que não existe absolutamente nada de ilegal na atuação do parlamentar londrinense. O vereador, em nenhum momento, solicitou qualquer tipo de vantagens, bem como nunca as recebeu". Para o advogado, houve "ilações e interpretações equivocadas do Ministério Público". O advogado do vereador Mário Takahashi não foi encontrado na manhã deste sábado (27) para conceder entrevista.
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