Justiça determina prisão do empresário Carlos Azarias acusado de fraude no IPTU
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2018
Guilherme Marconi / Reportagem Local 
O juiz Délcio Miranda da Rocha, 2ª Vara Criminal de Londrina, determinou a prisão preventiva do empresário Carlos Azarias, pai da ex-estagiária da Secretaria Municipal de Fazenda, Camila Azarias. Pai e filha estão entre as 28 réus em ação penal por supostamente participar de uma organização criminosa estabelecida entre 2015 e 2017 no Departamento de Cadastro Imobiliário. Preso nesta manhã de sexta-feira (7), o empresário foi encaminhado para o centro de triagem do Depen (Departamento Penitenciário).
Segundo o promotor do Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado), Leandro Antunes, o pedido de prisão de Azarias foi feito em outubro no mesmo dia do oferecimento da denúncia. "Ele é considerado o principal integrante do esquema. O pedido foi exigido pela reiteração da prática criminosa", disse Antunes à FOLHA. O MP (Ministério Público) acusa a filha de ter envolvimento na adulteração de débitos do IPTU do pai.
Segundo o MP, os funcionários realizavam cancelamentos de débitos de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e modificações nas características de imóveis urbanos, com o fim de diminuir ou suprimir tributos. O prejuízo aos cofres municipais é superior a R$ 1 milhão.
Na quarta-feira (5), o magistrado havia acatado a denúncia da Password. Os réus têm prazo de dez dias para apresentar defesa prévia à Justiça.
O advogado Carlos Lamerato, que atua na defesa de Azarias, informou que está definindo a estratégia para reverter a decisão na Justiça. Segundo Lamerato, não há motivo para a prisão preventiva. "Entendemos que foi uma decisão equivocada. Em todos os momentos Azarias contribuiu com as investigações e não foi não tem empecilho. Foi um ato totalmente desnecessário. No nosso entendimento não há nenhum fato aferível que demonstre qualquer conduta ilícita dele desde o início das investigações."
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