O juiz substituto da 4 Vara Cível de Londrina, Mário Nini Azzolini, determinou a intervenção parcial nos institutos Gálatas e Atlântico, o bloqueio de contas bancárias das duas organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) e nomeou o perito contador Sérgio Miranda de Souza como intervetor. O procurador-Geral do município, Paulo Tieni, havia pedido a intervenção no dia 12. Os advogados dos dois intitutos afirmaram que vão recorrer da decisão. As oscips têm, juntas, quase 800 funcionários.
No despacho, o juiz comentou a investigação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) na operação Antissepsia - que apura irregularidades na execução dos contratos - para justificar sua decisão.
''Os Institutos não têm atendido às solicitações de informações de exibição de documentos necessários à fiscalização do cumprimento do objeto das parcerias e da prestação de contas dos recursos repassados, indispensáveis a verificação de ocorrência de danos ao erário, e para adotar medidas judiciais'', alega o juiz. Por esse motivo, ele também ordenou que o interventor seja o único responsável por movimentar as contas bancárias das duas Oscips.
O perito nomeado interventor, Sérgio Miranda, garantiu que vai assumir o cargo definido pelo juiz. ''Faz 16 anos que eu auxilio o juiz e me coloquei à disposição para ajudar no que for necessário. Vou me informar do processo e assinar o termo de compromisso.''
O secretário de Gestão Pública, Marco Cito, salientou que ''a decisão é muito importante nesse momento para o município'', já que faltam apenas 13 dias para terminar o contrato dos institutos com a Prefeitura. ''Nesses últimos dias temos que deixar tudo certo para a próxima empresa, e até agora nós não sabíamos o quanto as Oscips tinham nas contas bancárias e elas não apresentaram alguns documentos para terminarmos a auditoria. Agora, tendo um interventor, vai ser possível fazer o pagamento dos funcionários e ter acesso a essas informações'', finalizou.
O advogado do Instituto Gálatas, André Cunha, afirmou que a ''intervenção não é oportuna'' nesse momento. ''Estamos com 500 funcionários em processo de rescisão contratual. Até o interventor se inteirar do assunto o contrato já acabou. Vai atrapalhar o processo'', afirmou. Já o advogado do Instituto Atlântico, Vinícius Borba, salientou que ainda não tinha conhecimento da decisão, mas que assim que recebesse o despacho iria apresentar recurso. ''Queremos inclusive pedir o dinheiro que ficou retido na Prefeitura.''

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