Curitiba - O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Vitor Hugo Burko terá que ser exonerado do cargo. A determinação é da 2 Vara Criminal de Guarapuava, por solitiação do Ministério Público (MP). Segundo o MP, Burko foi condenado pela Justiça pela contratação, sem concurso público, de mais 30 funcionários durante seu mandato como prefeito de Guarapuava.
Para o procurador-geral do Estado, Carlos Frederico Marés de Souza Filho, o governador Roberto Requião deve acatar a ordem da Justiça e determinar a exoneração assim que for notificado, o que não teria acontecido até a tarde de ontem. ''A hipótese de não acatar não existe'', antecipou.
A ação contra Burko é de 2001. Ele foi condenado a um ano e dois meses de prisão em regime aberto, mas a setença foi convertida em duas penas de restrição de direito: o pagamento de 25 salários mínimos e a prestação de 8 horas de serviço comunitário por semana durante 14 meses.
O ex-prefeito também está inabilitado para ocupar funções públicas por cinco anos, situação que será comunicada pela Justiça ao governador Roberto Requião, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aos Tribunais de Contas do Estado (TCE) e da União (TCU).
Segundo o processo, Burko teria contratado funcionários através da Fundação do Bem-Estar do Menor de Guarapuava (Fubem). A prefeitura da cidade transferia recursos para a entidade realizar as contratações. Os funcionários, no entanto, eram posteriormente cedidos para a própria prefeitura.
Em entrevista à FOLHA, Burko chamou a decisão da Justiça de ''uma insanidade''. ''Eu fui avisado que quando resolvi mexer com as grandes empresas do lixo no Paraná estaria mexendo com estruturas poderosas'', disse. Segundo Burko, a Fubem ''sempre contratou e continua contratando funcionários sem concurso'' e que entre os contratados havia pessoas cedidas ao Fórum de Guarapuava e ao MP.

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