Justiça determina apreensão de material contra o prefeito
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sábado, 22 de novembro de 1997
Antônio França Foz do Iguaçu 
Arquivo FolhaPedido de renúnciaO prefeito Harry Daijó (PPB) sofre pressão dos sevidores que querem vê-lo fora da administração municipalPoliciais militares e dois oficiais de Justiça entraram no final da tarde de ontem na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Foz do Iguaçu e apreenderam todo o material da campanha Basta de Desgoverno. Fora Daijó!. A campanha, com uma série de denúncias contra a administração, foi lançada no último dia 12 e recolhia assinaturas pedindo a renúncia do prefeito Harry Daijó (PPB) e do vice-prefeito Paulo Mac Donald Ghisi (PDT). As assinaturas ainda vão servir para elaboração de um projeto de lei de iniciativa popular pedindo a cassação do prefeito Harry Daijó (PPB), que deverá ser protocolada na Câmara e no Ministério Público.
O pedido de apreensão do material foi feito pela Procuradoria-Geral do Município na Polícia Civil. Ainda ontem, o juiz da 3ª Vara Criminal, Marcelo Gobbo Dalla Déa, expediu o mandato de busca e apreensão por considerar as peças da campanha como ilegal e abusiva. O sub-procurador do município, Ataliba Ayres de Aguirra Filho, acompanhou a apreensão do material.
Inicialmente, os diretores do sindicato resistiram a entregar o material. Os oficiais de Justiça chegaram a requisitar um chaveiro para abrir duas portas da sede do sindicato. Isso é um absurdo. Estamos entrando no terceiro milênio e pregamos uma falsa democracia, afirmou a diretora do sindicato, Cacilda Tavares. No início da noite, o sindicato conseguiu a liberação das folhas de papel com o abaixo-assinado. Porém, o restante do material ficou apreendido na 6ª Subdivisão Policial.
Além da sede do sindicato, os oficiais de Justiça entraram na redação do jornal A Gazeta do Iguaçu. Eles tinham informações de que o jornal estava imprimindo o material da campanha contra Daijó. Porém, não conseguiram apreender nenhum panfleto. O diretor de redação, jornalista Alceu Moraes, considerou a atitude dos oficiais e do juiz como um abuso.
Daijó não foi encontrado pela Folha para falar sobre o assunto. O seu gabinete informou que o pedido de apreensão do material partiu da Procuradoria-Geral, que considerou abusiva a campanha do sindicato.


