Arquivo FolhaPedido de renúnciaO prefeito Harry Daijó (PPB) sofre pressão dos sevidores que querem vê-lo fora da administração municipalPoliciais militares e dois oficiais de Justiça entraram no final da tarde de ontem na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Foz do Iguaçu e apreenderam todo o material da campanha ‘‘Basta de Desgoverno. Fora Daijó!’’. A campanha, com uma série de denúncias contra a administração, foi lançada no último dia 12 e recolhia assinaturas pedindo a renúncia do prefeito Harry Daijó (PPB) e do vice-prefeito Paulo Mac Donald Ghisi (PDT). As assinaturas ainda vão servir para elaboração de um projeto de lei de iniciativa popular pedindo a cassação do prefeito Harry Daijó (PPB), que deverá ser protocolada na Câmara e no Ministério Público.
O pedido de apreensão do material foi feito pela Procuradoria-Geral do Município na Polícia Civil. Ainda ontem, o juiz da 3ª Vara Criminal, Marcelo Gobbo Dalla Déa, expediu o mandato de busca e apreensão por considerar as peças da campanha como ilegal e abusiva. O sub-procurador do município, Ataliba Ayres de Aguirra Filho, acompanhou a apreensão do material.
Inicialmente, os diretores do sindicato resistiram a entregar o material. Os oficiais de Justiça chegaram a requisitar um chaveiro para abrir duas portas da sede do sindicato. ‘‘Isso é um absurdo. Estamos entrando no terceiro milênio e pregamos uma falsa democracia’’, afirmou a diretora do sindicato, Cacilda Tavares. No início da noite, o sindicato conseguiu a liberação das folhas de papel com o abaixo-assinado. Porém, o restante do material ficou apreendido na 6ª Subdivisão Policial.
Além da sede do sindicato, os oficiais de Justiça entraram na redação do jornal ‘‘A Gazeta do Iguaçu’’. Eles tinham informações de que o jornal estava imprimindo o material da campanha contra Daijó. Porém, não conseguiram apreender nenhum panfleto. O diretor de redação, jornalista Alceu Moraes, considerou a atitude dos oficiais e do juiz como um abuso.
Daijó não foi encontrado pela Folha para falar sobre o assunto. O seu gabinete informou que o pedido de apreensão do material partiu da Procuradoria-Geral, que considerou abusiva a campanha do sindicato.

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