Justiça determina afastamento de secretário em Medianeira
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terça-feira, 07 de janeiro de 2014
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
A Justiça determinou, liminarmente, o afastamento do secretário municipal de Obras de Medianeira (Oeste), Arlei Conti. Ele está sendo investigado pelo Ministério Público (MP) do Paraná por suposto ato de improbidade administrativa porque teria autorizado o uso de máquinas da prefeitura e de servidores terceirizados contratados pelo Executivo em recapeamento feito num condomínio particular. No condomínio, de alto padrão, também reside o prefeito da cidade, Ricardo Endrigo (PSDB), porém, não foram apurados indícios da participação dele na suposta ilegalidade.
Na decisão, publicada há 15 dias, a juíza Pryscila Barreto Passos afirmou que a permanência de Conti no cargo poderia prejudicar as investigações conduzidas pelo MP. Segundo ela, o afastamento do secretário de Obras é necessário para "garantir a regular investigação possibilitando a apuração adequada sobre os documentos, atos, nomeações, designações e autorizações de despesas exclusivas do senhor secretário de Obras, que poderia eventualmente obstaculizar o acesso ao real conteúdo da documentação".
A investigação começou a partir de uma denúncia feita pelo Observatório Social de Medianeira, de que a obra no imóvel particular seria feita com estrutura pública. Segundo o promotor de Justiça, Eduardo Henrique Germano, o síndico do condomínio foi informado sobre a abertura do procedimento e advertido sobre a eventual ilegalidade, caso permitisse o uso de equipamentos e servidores do município na obra. "Ainda assim, o serviço foi iniciado e, pelas informações que tivemos, com a autorização do síndico para que as máquinas entrassem no local. Ele foi preso em flagrante no dia em que fomos ao condomínio dar sequência à investigação e constatamos a presença das máquinas do município lá", informou Germano. "O secretário de obras foi procurado também, mas fugiu da cidade, retornando depois, fora do flagrante." O síndico pagou fiança de 12 salários mínimos e foi libertado depois de passar uma noite na cadeia. A operação em Medianeira teve o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Foz do Iguaçu.
O promotor afirmou que deverá apresentar ação de improbidade à Justiça contra o secretário afastado e também contra o síndico do condomínio. Também está aberto inquérito que apura suposto peculato quando um funcionário público de apropria de recursos públicos em seu favor ou de terceiros. A FOLHA não conseguiu contato com Conti. Na prefeitura de Medianeira, ninguém atendeu ontem à tarde.


