Curitiba - A Justiça Federal no Paraná decretou na noite de segunda-feira a prisão preventiva do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa, a pedido da Polícia Federal (PF). O pedido foi concedido pela 13ª Vara Federal de Curitiba. Costa tinha sido preso temporariamente na última quinta-feira, no Rio de Janeiro, e transferido para a a carceragem da Superintendência da PF na capital paranaense, no dia seguinte.
De acordo com a PF, o ex-diretor da estatal está ligado a um esquema de lavagem de dinheiro revelado na Operação Lava-Jato, deflagrada no dia 17 no Paraná, em outros cinco Estados e no Distrito Federal. Na operação, 24 suspeitos foram presos. Costa também é investigado pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras. O negócio é alvo de investigações da PF, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União.
Segundo a PF, Costa segue detido na carceragem em Curitiba, assim como o doleiro Alberto Youssef e Enivaldo Quadrado, apontado nas investigações como "laranja" de Youssef.
A FOLHA entrou em contato com o escritório de Fernando Augusto Fernandes, advogado de Costa, mas até o fechamento da edição não obteve retorno.

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