São Paulo - A Justiça de São Paulo decretou o bloqueio dos bens do ex-prefeito Paulo Maluf (1993-1996), do PP. Em decisão liminar de 12 páginas, a juíza Renata Coelho Okida, da 4 Vara da Fazenda Pública, acolheu requerimento do Ministério Público Estadual (MPE) e tornou indisponíveis o patrimônio de Maluf e de outros 36 acusados entre empresas, offshores e pessoas físicas por envolvimento num suposto esquema de desvio de verbas públicas.
Entre os réus, estão a mulher dele, Sílvia Maluf, os filhos, Flávio, Lígia, Otávio e Lina Maluf, a nora Jaqueline Coutinho mulher de Flávio Maluf , e o genro Maurílio Curi. Também é acusado o ex-secretário de Obras da Prefeitura na gestão Maluf Reynaldo de Barros. O bloqueio atinge até o total do valor atribuído à causa, R$ 5 bilhões soma do prejuízo que teria sido causado ao erário e do pagamento de multa prevista na Lei de Improbidade Administrativa.
''Deve o magistrado sopesar os interesses em jogo, no caso, o patrimônio público a ser recomposto em função de eventual procedência do pedido e os interesses privados das pessoas físicas e jurídicas em face das quais se volta o Ministério Público'', anotou Renata. ''Inegável que o primeiro se sobrepõe ao segundo, o que justifica a concessão da liminar.''
Ela observou que ''a presente ação imputa aos demandados prejuízos vultosos, que montam à casa dos bilhões de reais, sendo de todo temerário que eventual procedência do pedido redundasse em execução infrutífera, com prejuízo a devida recomposição do patrimônio público''.
Documentos enviados pela Suíça ao Ministério Público mostram que Maluf movimentou US$ 440 milhões em instituições financeiras daquele país.
O ex-prefeito informou ontem que recorrerá da decisão. Em nota divulgada pela assessoria, Maluf classificou como ''absurdo'' o bloqueio e atribuiu o processo a perseguição política.

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