O juiz da 4 Vara da Justiça do Trabalho, Júlio Ricardo de Paula Amaral, decretou o arresto dos créditos da empresa Tolimp Serviços Ltda. em poder da Prefeitura de Londrina. O valor pode chegar a R$ 632 mil - equivalente ao que é pago mensalmente à empresa para realização do serviço terceirizado de limpeza de escolas e dos prédios públicos. Amaral concedeu liminar na última quinta-feira, na ação protocolada pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Londrina e Região (Siemaco) em favor dos funcionários que não receberam os salários de dezembro. O Siemaco justifica que desde o ano passado a empresa vem atrasando o pagamento.
No despacho, o juiz reconhece a possibilidade de insolvência da empresa e disse que a medida visa assegurar o pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários. O arresto significa que a Prefeitura terá que depositar em juízo o pagamento feito em favor da Tolimp.
''Pela informação que temos, o próximo pagamento seria feito pela prefeitura no dia 20. Tudo será depositado em juízo'', explicou o advogado do Siemaco, Flávio Petrilo. O total dos salários em atraso gira em torno de R$ 400 mil e as verbas rescisórias ultrapassam R$ 1 milhão, na estimativa do sindicato. Petrilo afirmou que ontem foi ajuizada uma ação trabalhista para bloquear os recursos da Tolimp relativos ao contrato com a Câmara.
O proprietário da Tolimp, Irno Picinini, minimizou os atrasos salariais e disse que tudo estará regularizado até segunda-feira. ''Atrasei um valor mínimo, mas pode colocar aí que tudo está sendo pago. Até segunda, todos os salários estarão nas contas.'' Ele alegou que as dificuldades econômicas da Tolimp são passageiras e acusou a CMTU, com quem mantém contrato para limpeza do Terminal Urbano, de estar com quatro meses de repasse em atraso. O contrato com a CMTU, porém, é assinado com outra empresa - a Irineu Picinini Consultoria Trabalhista, que pertence ao mesmo grupo da Tolimp.
O procurador jurídico da Prefeitura, Nilso Paulo da Silva, confirmou que já foi notificado da decisão judicial. De acordo com ele, a Prefeitura deve tomar medidas administrativas sobre a Tolimp na segunda-feira. Uma das alternativas em estudo é o rompimento do contrato. A FOLHA não conseguiu contato com a CMTU no início da noite de ontem.

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