Justiça de Maringá ouve hoje ex-prefeito Gianoto
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segunda-feira, 04 de fevereiro de 2002
Marta Medeiros Equipe da Folha 
Maringá - O ex-prefeito de Maringá Jairo Gianoto e a mulher dele, Neusa Gianoto, serão interrogados hoje, a partir das 14 horas, pela Justiça Federal de Maringá. Os dois são acusados pelo desvio de R$ 1,8 milhão em uma ação criminal que também envolve o ex-secretário de Fazenda Luiz Antônio Paolicchi, o empresário Jorge Sanches Ouverney, de Nova Friburgo (RJ), e os servidores Jorge Aparecido Sossai, Rosimeire Castelhano Barbosa e Waldemir Ronaldo Corrêa.
Gianoto é acusado por fraude contra o fisco e de ter comprado uma aeronave com dinheiro da prefeitura. A mulher dele, Neusa Gianoto, figura na ação por ter recebido dinheiro do município em uma conta corrente particular. Paolicchi e os servidores foram responsáveis pela emissão dos cheques da prefeitura. O empresário Jorge Ouverney foi quem vendeu a aeronave por meio da empresa Dujor Comércio e Representações Ltda.
O interrogatório de Paolicchi está marcado para terça-feira, às 14 horas. O ex-secretário está preso desde dezembro de 2000 em uma cela especial do 4º Batalhão da Polícia Militar por causa de um processo que corre desde outubro de 2000 pelo desvio de R$ 2,6 milhões. Paolicchi já foi condenado a nove anos de prisão neste processo, mas a defesa e o Ministério Público Federal recorreram da sentença.
Paolicchi, Gianoto e os servidores respondem também ações civis por improbidade administrativa na Justiça Estadual. O Ministério Público levantou o desvio de aproximadamente R$ 45 milhões durante a administração de Gianoto, entre 1997 e outubro de 2000. Uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) indica um rombo superior a R$ 100 milhões entre a gestão do ex-prefeito Said Ferreira e de Jairo Gianoto. Nas duas administrações, Paolicchi figurou como secretário ou diretor de Fazenda.
O Movimento em Defesa do Patrimônio Público, formado por diversas entidades de Maringá, programou um protesto nesta segunda-feira, durante o interrogatório de Jairo Gianoto. Coordenadores do movimento denfendem a prioridade de processos por crimes contra o patrimônio público no Poder Judiciário. O movimento reclama da demora judicial e da impunidade aos políticos corruptos.


