A coligação ''Londrina Melhor'' entrou com vários pedidos de providência com liminar contra a coligação ''Bem Londrina''. Todos foram deferidos pela juíza da 42 Zona Eleitoral, Oneide Negrão de Freitas. A coligação do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) acusa a do prefeito Nedson Mecheleti (PT), de utilizar símbolos, imagens e frases da administração pública em sua campanha na televisão e rádio. Cada pedido de providência se refere a um dia de programa, detalhados como transmitidos nos dias 2, 4, 6, 7 e 8 de setembro.
Na acusação, os advogados da ''Londrina Melhor'' descrevem que durante a propaganda do PT foram transmitidas imagens gravadas em frente à Policlínica, Prefeitura, Posto de Sa© úde, Escola Municipal, Câmara de Vereadores, entre outros. Projetos da atual administração também estariam sendo destacados na campanha de Nedson e, na visão da coligação concorrente, caracterizaria propaganda irregular.
A juíza acolheu as liminares e justificou que o fato já causou prejuízo e lesão. Na decisão, ela descreve que a coligação ''Bem Londrina'' cometeu ''abuso de poder político e econômico, causando flagrante prejuízo à normalidade do pleito''. Oneide garantiu ainda que ''houve várias condutas criminosas pela presença viva de pessoas beneficiadas falando ou dizendo'' sobre as melhorias que tiveram com a atual administração. A denúncia envolve testemunhos de estudantes, professores e beneficiados em geral que expuseram suas opiniões durante o programa eleitoral de Nedson.
Oneide determinou que todas as televisões se abstenham de veicular a propaganda eleitoral proibida e que se não houver outra para colocar no lugar, que o programa fique sem veiculação. Além disso, a juíza encaminhou a decisão para a Delegacia de Polícia Federal para tomar as medidas cabíveis.
A coligação ''Londrina muda para Melhor'', do candidato Alex Canziani (PTB), também pediu providência sobre o mesmo assunto para o programa veiculado em 6 de setembro. A decisão da juíza foi a mesma dos outros despachos.
O advogado do PT, Rogério Kodani, disse ontem que a coligação vai recorrer da decisão por entender que ela é equivocada. Ele adiantou que enquanto não conseguir o efeito suspensivo das decisões, irá cumprir a decisão judicial, como vem sendo a conduta do partido para todos os casos semelhantes.

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