Curitiba - O doleiro Alberto Youssef foi condenado ontem a sete anos de reclusão em regime semi-aberto na 2 Vara Criminal Federal de Curitiba. A decisão tomou como base o crime de sonegação fiscal no valor de R$ 33,3 milhões em impostos e contribuições. O valor foi apurado na Receita Federal de Londrina durante a instrução do processo penal. Youssef, que é réu colaborador da Justiça, terá que pagar ainda multas no valor total de 9.568 salários mínimos. Na prática, a multa ficará em torno de R$ 2,5 milhões.
O processo que investigava crime financeiro consistia na remessa de dólares para contas particulares e de terceiros ao Exterior, sem declaração no devido Imposto de Renda (IR). A assessoria de imprensa da Justiça Federal informou ontem que Youssef é citado em 71 processos que estão tramitando no Paraná. A maior parte deles por evasão ilegal de divisas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos das prefeituras de Maringá e de Londrina e da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Esta foi a primeira condenação do doleiro, que atuava principalmente na região de Londrina.
O advogado de Youssef, Antonio Augusto Figueiredo Basto, disse ontem que pediu o perdão judicial para o cliente em vários processos por causa de um acordo confidencial e em sigilo de Justiça que foi feito para que o doleiro tivesse o privilégio da ''delação premiada''. ''Só posso dizer que este é o único processo que havia contra ele e que todos os outros já estão liquidados sem condenação'', apontou. A defesa não pretende recorrer da decisão judicial.
Youssef, como réu colaborador, auxiliou nas investigações de casos de remessa ilegal de divisas para o Exterior através das contas CC-5 e está auxiliando também nas investigações do Ministério Público (MP) estadual em casos envolvendo supostas irregularidades em convênios feitos no Governo Jaime Lerner (PSB) que teriam sido firmados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e pela Copel.

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