Justiça condena mais um por evasão de divisas
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quinta-feira, 03 de março de 2005
Equipe da Folha 
Curitiba A 2 Vara Federal Criminal de Curitiba condenou ontem Reginaldo Perez Chaves a 10 anos de prisão e ao pagamento de multa no valor de 1.200 salários mínimos (R$ 312 mil), por gestão fraudulenta e manutenção de depósitos não-declarados no exterior, crimes previstos na Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. As informações são da assessoria de imprensa da Justiça Federal.
Chaves foi preso durante a Operação Farol da Colina, deflagrada em agosto do ano passado, acusado pela movimentação de cerca de US$ 116.350.146,05 em uma conta mantida no exterior junto à Beacon Hill, instituição financeira clandestina que operava nos Estados Unidos movimentando recursos, na sua maior parte, de doleiros sul-americanos. Ele está preso em Curitiba.
Investigações feitas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal levaram as autoridades brasileiras a identificar a empresa Beacon Hill, titular de conta bancária nos Estados Unidos para a qual foi transferida significativa parte do dinheiro evadido do Brasil via contas CC-5. Essa empresa havia sido condenada pela Justiça daquele país por atuar no mercado financeiro sem autorização governamental. Na sede da Beacon Hill foram apreendidos diversos documentos que permitiram identificar quem eram os titulares das sub-contas junto a essa instituição. Dentre essas pessoas estava Reginaldo Chaves.
Ainda segundo a assessoria de imprensa da Justiça Federal, Chaves possuía conexões com Alberto Youssef, com o qual efetuou operações de câmbio no valor de aproximadamente US$ 5 milhões, e com Antonio Oliveira Claramunt, conhecido como Toninho da Barcelona, com o qual chegou a trocar informações privilegiadas na véspera da deflagração da Operação Farol da Colina, que lhe permitiram se ocultar da Polícia Federal em um primeiro momento, vindo a ser preso somente cerca de um mês após, escondido na garagem da casa de um amigo. Alberto Youssef e Toninho da Barcelona também já foram condenados, pela 2 Vara Criminal Federal de Curitiba, por operações no mercado paralelo de câmbio. Barcelona continua preso, mas Youssef cumpre pena em regime semi-aberto.


