A 2 Vara Federal de Cascavel condenou ontem a 14 anos e quatro meses de reclusão em regime inicialmente fechado os réus Mauro Judas Baratter e Romildo José Machado pela prática dos crimes de sonegação fiscal, indução em erro de repartição pública federal, movimentação de recursos paralelamente à contabilidade exigida pela legislação e evasão de divisas através de contas CC-5. O ex-deputado estadual Antônio Carlos Baratter, irmão de Mauro Judas, foi inocentado por falta de provas. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal, que apurou o envolvimento dos empresários no esquema de remessa ilegal de divisas ao exterior por meio da empresa Cash Agência de Viagens, Turismo e Câmbio Ltda.
O ex-deputado afirmou ontem que a decisão não altera nada para ele. ''O importante não é o que falam de você, mas como a gente reage'', declarou. Ele defendeu que ''apenas fazia o que todo mundo faz'' e que nunca possuiu conta CC-5, assim como os dois condenados. ''As casas de câmbio fazem o que? Nós fazíamos transações financeiras, coisas normais que se fazem até hoje. Mas conta CC-5 nunca tivemos'', argumentou. Ele disse que tanto seu irmão quanto Machado devem recorrer da decisão. A Folha tentou contato com Mauro mas disseram que ele estava em viagem. O advogado do réu, Adelino Marcon, não atendeu às ligações feitas para seu celular.

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