Três servidoras da Prefeitura de Alvorada do Sul (Região Metropolitana de Londrina), presas na semana passada com a deflagração da Operação Perímetro, tiveram os pedidos de habeas corpus concedidos pela Justiça nesta segunda-feira (24). Elas estavam presas preventivamente no 3º Distrito Policial de Londrina e, segundo o Ministério Público, atuavam nos setores de licitações, Procuradoria Jurídica e Secretaria Municipal de Finanças com o objetivo de favorecer um empresário do ramo de produtos hospitalares de Bela Vista do Paraíso (Região Metropolitana de Londrina).

No pedido de HC os advogados de defesa Marcos Prochet Filho e Thiago Mota alegaram constrangimento ilegal e, como medidas adversas à prisão, o desembargador da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná Luís Carlos Xavier determinou a proibição das servidoras de se aproximarem das sedes dos órgãos públicos em que trabalhavam, o contato com os demais investigados e de se ausentarem do município. Além de uma fiança de R$ 3 mil para cada servidora.

A operação, deflagrada na semana passada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime organizado), investiga o suposto recebimento de propina por parte dessas servidoras para o favorecimento do empresário Antônio Carlos Pagini Correia. Segundo o Ministério Público, Pagini tinha várias empresas, algumas em nome de laranjas, e que participavam dos certames que eram conduzidos de forma a serem beneficiadas por meio de um decreto municipal que só permite a participação de empresas cujas sedes estão localizadas em um raio de até 50 quilômetros de Alvorada do Sul. O esquema teve início em 2014 e movimentou mais de R$ 2,5 milhões em pelo menos 17 licitações, segundo o MP.

"Em algumas licitações, empresas no nome dele se inscreviam em outras, eram as empresas laranjas. Tudo era manipulado. As empresas funcionavam todas no mesmo lugar", disse o promotor do Gaeco Jorge Fernando Barreto da Costa.

O advogado Dionísio Fábio Dalcin Mata, defesa do empresário Antônio Carlos Pagini Correia, informa que Pagini continua preso na Casa de Custódia de Londrina. O advogado também lembra que o empresário já havia sido vítima de denúncias infundadas feitas por proprietários de empresas derrotadas em certames vencidos pelas de seu cliente e que Pagini vai provar a sua inocência na Justiça.

Os quatro envolvidos irão responder pelos crimes de organização criminosa e fraude em licitações.

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