Está agendada para a tarde desta terça-feira (16) na 2ª Vara Criminal de Londrina a audiência de instrução da Operação ZR3, que investigou esquema suposto para de corrupção para obtenção de vantagens indevidas por meio de projetos de mudança de zoneamento urbano.

Segundo o coordenador do Gaeco em Londrina, Jorge Barreto, 16 testemunhas de acusação foram arroladas, incluindo o principal denunciante
Segundo o coordenador do Gaeco em Londrina, Jorge Barreto, 16 testemunhas de acusação foram arroladas, incluindo o principal denunciante | Foto: Fábio Alcover/02-03-2017



Segundo o coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), Jorge Barreto, para a audiência foram arroladas 16 testemunhas de acusação, sendo que duas devem ser ouvidas por meio de carta precatória. A principal testemunha, o agricultor Júnior Custódio Zampar, autor da denúncia contra os vereadores Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV) ao Ministério Público, deve comparecer ao Fórum, além de "policiais integrantes aqui do Gaeco que participaram de uma forma ou de outra das investigações e também pessoas que de alguma forma tiveram conhecimento dos fatos e que foram, obviamente, ouvidas logo após o desencadeamento da investigação", afirmou Barreto.

Questionado se novos fatos podem ser trazidos neste momento pelo acusador, o coordenador do Gaeco explicou que há esta possibilidade, mas disse acreditar ser muito pouco provável que aconteça. "Eu não acredito que isso ocorra porque ele foi sempre abordado por estes denunciados no contexto da Operação ZR3. Ele foi ouvido durante a investigação e depois da Operação, relatando o que havia acontecido, então eu acredito que não teria nada de novo, a menos algo que ele se recorde", detalhou.

A DENÚNCIA
A ação civil pública oferecida à Justiça em fevereiro pelo Ministério Público relata 15 fatos criminosos, dentre eles organização criminosa e corrupção passiva e ativa. Além dos vereadores afastados também foram denunciados pelo MP o assessor de Rony Alves na Câmara Municipal de Londrina, Evandir Duarte de Aquino, o ex-servidor da Secretaria Municipal de Obras, Ossamu Kaminagakura, os ex-membros do Conselho Municipal da Cidade (CMC), Luiz Guilherme Alho, Cleuber Moraes de Brito e Ignes Dequech, e os empresários Homero Wagner Froja, Vander Mendes Ferreira, Brasil Filho Theodoro Mello de Souza, José Lima Castro Neto, Antônio Carlos Gomes Dias e Júlio Cesar Cardoso.

Além dos 15 crimes, outras diligências que apareceram durante as investigações continuam sendo investigadas. Jorge Barreto lembrou que seis inquéritos foram abertos e novas denúncias podem ser oferecidas à Justiça se forem confirmadas.

"Estas investigações continuam em trâmite, as diligências continuam sendo realizadas pela autoridade policial e à medida que forem concluídas, dependendo da conclusão, confirmando ou não, nós ofereceremos as denúncias respectivas", explicou. Já por parte das defesas, dos 13 réus mais de 100 testemunhas foram arroladas.

AFASTADOS
No mês de julho, o juiz Délcio Miranda da Rocha, o mesmo que vai ouvir as testemunhas a partir desta terça, renovou o afastamento dos dois vereadores por mais 180 dias. No final de setembro o Tribunal de Justiça do Paraná determinou que os Rony Alves e Mario Takahashi, além de Evandir Aquino, Fronja e Castro Neto, voltem a ser monitorados por meio de tornozeleira eletrônica, entretanto as defesas já recorreram da decisão.

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