Curitiba - A Justiça de Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) cassou o registro do prefeito eleito da cidade, Pedro Portes de Barros (PP), acusado de compra de votos na véspera da eleição.
Ainda cabe recurso da decisão, de primeira instância. Barros, conhecido como Pedro Cristiano, corre o risco de não tomar posse caso não reverta a decisão.
A denúncia partiu do Ministério Público (MP) estadual. Barros responde a ação por compra de votos nas esferas eleitoral e criminal, segundo o promotor Wanderlei Gonçalves Custódio. Eleitores teriam recebido R$ 50,00 pelo voto.
Se for mantida a cassação de Barros, o segundo colocado, Amauri Johnsson (PPS), assume a cadeira de prefeito e administra a cidade pelos próximos quatro anos.
A diferença de votos entre Pedro Cristiano e Amauri Johnsson foi de apenas 179 votos. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Barros fez 38,01% dos votos válidos e Johnsson obteve 37,05%. A cidade tem cerca de 21 mil eleitores. A Folha não conseguiu contato ontem com Barros.

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