As contas bancárias da Prefeitura de Foz do Iguaçu foram bloqueadas ontem por determinação do juiz Marcelo Gobbo Dalla Déa, da 4ª Vara Cível, em resposta ao pedido dos servidores municipais. A liminar determina que o prefeito Harry Daijó (PPB) dê exclusividade aos salários de novembro, proibindo que o dinheiro seja utilizado para outros fins.
Foram bloqueadas as contas do Banco do Brasil e do Banestado, no valor correspondente aos salários do mês passado. Cálculos do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi) revelam que a folha em atraso de 3 mil funcionários públicos chega a R$ 3 milhões.
A categoria, entretanto, não conseguiu bloquear as verbas para o 13º, cujo valor é estimado em R$ 4,2 milhões. Segundo Dalla Déa, a data para o depósito não foi informada no pedido da liminar, ‘‘logo não há atraso’’. O estatuto do funcionalismo prevê que o pagamento deve ser feito até o próximo dia 20.
Apesar da garantia da Justiça, os servidores ainda não receberam. Mesmo assim foi suspensa a greve programada para ontem. Por enquanto, o Executivo pagou R$ 300,00 aos funcionários de carreira. O restante será pago no dia 20, com a entrada de recursos externos, diz Daijó, que está em Brasília em busca de verbas para o município. O procurador do município, Ataliba Ayres de Aguirra Filho, viajou ontem a Curitiba para tentar cassar a liminar no Tribunal de Justiça.

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