O vereador Delmar José Pimentel (PL), ex-presidente da Câmara de Ponta Grossa e ex-secretário de Obras no governo Jocelito Canto (PSDB), teve ontem seus bens e contas bancárias bloqueados pelo juiz da 2ª Vara Cível, Fábio Leite. O bloqueio foi concedido liminarmente a pedido da Promotoria Especial de Proteção ao Patrimônio Público e alcança também mais cinco pessoas – um empresário e quatro ex-ocupantes de cargos comissionados no Legislativo, na gestão de Pimentel.
A promotora Laís Letchacovski é a autora da ação por improbidade administrativa. Segundo a denúncia, o vereador e os demais envolvidos teriam utilizado nota fiscal fria para justificar gastos de R$ 400 na compra de 51 caixas de cerveja. A bebida, comprada com dinheiro público, foi doada por Pimentel para que uma candidata à presidência da União das Associações de Moradores pudesse fazer uma festa.
Liminarmente, a promotora também tinha solicitado a quebra dos sigilos fiscal e bancário das pessoas mencionadas, o que não foi concedido. Na ação principal o Ministério Público pede a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de firmar contrato com o poder público.
Além do ressarcimento aos cofres públicos, a promotora quer todos sejam condenados a pagar uma indenização no valor de R$ 27 mil a título de dano moral, além de multa civil a ser fixada para cada um dos envolvidos. Os outros acusados são Guaracy Collares (ex-chefe de gabinete da Câmara), Floriano Maichaki Júnior (ex-diretor do Departamento de Compras), Osvaldir Paes de Arruda (ex-diretor-geral da Câmara), Clailto Alvarez (ex-tesoureiro da Câmara) e o empresário Eliseu Scheiffer.
Pimentel, procurado ontem pela Folha, disse que desconhecia a ação, mas adiantou que irá pedir a cassação da liminar. ‘‘Não devo nada e não sei no que essa ação foi baseada’’, afirmou.

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