Justiça bloqueia bens de Roriz e depois volta atrás
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
Os bens do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), ficaram bloqueados ontem durante cerca de 5 horas, juntamente com os bens de outras 12 pessoas físicas e jurídicas. Todos são acusados de envolvimento em esquema de grilagem de terras em Brasília. O juiz federal substituto da 3ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Osmane Antônio dos Santos, concedeu liminar bloqueando os bens dos acusados no início da tarde. No começo da noite, os procuradores da República que impetraram a ação na Justiça informaram que o juiz supendeu os efeitos da liminar.
Segundo os procuradores que apresentaram a ação contra Roriz, a Justiça suspendeu os efeitos da liminar por ter recebido recursos dos envolvidos, solicitando melhor apreciação do processo. Na Justiça Federal, no entanto, os funcionários informaram a nova decisão do juiz não estava disponível para divulgação. O Palácio do Buriti informou que Roriz não comentaria o assunto.
Além de Roriz, a liminar concedida no início da tarde bloqueava os bens do secretário adjunto de Assuntos Fundiários do DF, Cleomar Rizzo Esselin, do ex-presidente da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Humberto Ludovico de Almeida Filho e do empresário Carlos Victor Moreira Benatti. Na lista estão ainda Cláudio Oscar SantAnna, Alexandre Gonçalves, José Gomes Pinheiro Neto, Adelino de Souza Marinho, Maria Cassiano da Silva, Vinício Jadiscke Tasso, Vera Lúcia de Paiva Guedes, Rivaldo Gomes Leite e o Condomínio R.K.
Em 1995, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Grilagem da Assembléia Legislativa do DF denunciou a utilização de terras da União (Fazenda Paranoazinho ou Sobradinho) em condomínios irregulares na cidade. A falsificação de escritura pública levou à transformação de 100 hectares da União em terra de particulares.
Roriz foi citado na ação por ter assinado uma decisão do Grupo Executivo de Trabalho criado em 1994 para realizar a divisão amigável da fazenda. A equipe do governador, segundo o MPF, não tinha autorização da Secretaria do Meio Ambiente para aprovar desmembramentos de terras. Segundo o MPF, Roriz também não consultou a Procuradoria-Geral do DF para aprovar todos os procedimentos de divisão amigável da área.


