Justiça bloqueia bens de presidente da AMP
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de julho de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
Os bens do prefeito de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), Gabriel Jorge Samaha (PPS), conhecido como Gabão, que também é presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), foram bloqueados pela Justiça. O Ministério Público (MP) também havia solicitado o afastamento do prefeito, que está no segundo mandato, mas o juiz da Vara Cível de Piraquara, Alexandre Della Coletta Scholz, entendeu que ''por mais pertinentes que sejam os argumentos'' do MP não estão presentes todos os elementos legais para o afastamento do chefe do Executivo.
A medida judicial se estende ao patrimônio da Transportes Coletivos Vale Real, cujos sócios são Bruno Piccoli e Everaldo de Macedo, e da Viação Capital da Água Ltda, que tem como sócios Daniel Picolli, Bruno e Everaldo, que, segundo ação por improbidade administrativa movida pelo MP, participaram de fraude grosseira em licitação para o transporte de alunos. O bloqueio tem o objetivo de garantir que o prefeito, os empresários e as empresas preservem seus bens para ressarcir o prejuízo ao erário de R$ 4,3 milhões, caso sejam condenados.
De acordo com o MP, como as duas empresas pertencem aos mesmos sócios, não houve concorrência na licitação e o pregão serviu apenas para simular um procedimento lícito. Cada uma das transportadoras participou de lotes diferentes, apontou o promotor Marco Aurélio Romagnoli Tavares. Em razão da suposta fraude, diz o promotor, houve superfaturamento de preços.
Outra determinação judicial é a suspensão imediata dos pagamentos às duas empresas, já que julho é mês de férias escolares, e apresentação de um plano alternativo para o transporte das crianças. A assessoria de comunicação da Prefeitura de Piraquara disse que o prefeito não faria comentários porque ainda desconhece a decisão.
A reportagem também manteve contato com as empresas - que funcionam no mesmo endereço e com o mesmo número de telefone - e a secretária informou que os diretores não se manifestariam sobre a medida judicial.


