O juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 19,96 milhões do ex-governador Beto Richa (PSDB) e de outras 16 pessoas por fatos revelados no âmbito da Operação Integração, que apura irregularidades no pedágio no Paraná.

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. | Foto: Fabio Alcover/Arquivo FOLHA

Na decisão proferida na segunda-feira (2), o magistrado acata liminarmente pedido feito na ação civil pública por improbidade administrativa, ajuizada pelo Ministério Público Federal. São apurados fatos relacionados à concessionária Econorte. A investigação indica que propinas foram pagas em troca de aditivos contratuais, que aumentaram a tarifa e reduziram a obrigação de fazer obras.

OUTROS CASOS

Recentemente, Beto Richa teve bens bloqueados em outras duas oportunidades pela Justiça. Em agosto, o juiz federal substituto Paulo Sérgio Ribeiro acolheu pedido da força-tarefa Lava Jato no Paraná para bloquear cerca de R$ 80 milhões em bens dos réus da Operação Piloto – entre eles, o ex-governador tucano, num valor de aproximadamente R$ 20 milhões.

Em outubro do ano passado, na Operação Quadro Negro, o Ministério Público estadual pediu R$$ 300 milhões de bloqueio de bens no processo que investiga esquema de desvio de recursos para construção e reforma de escolas públicas.

OUTRO LADO

Em nota, assessoria do ex-governador esclarece que Beto Richa "jamais se envolveu em qualquer ato de corrupção, seja em relação ao pedágio, seja em relação a qualquer outro tema. Na condição de governador, sua participação se limitou aprovar atos cuja legalidade fora atestada pelo Estado do Paraná, pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem), pela Agepar, sob fiscalização do governo federal. Todas as alterações realizadas, inclusive, foram avaliadas pela Procuradoria do Estado, que agora questiona esses atos. "A tentativa de vincular o ex-governador a supostos atos de corrupção se ampara exclusivamente na palavra de réus confessos, que receberam diversos benefícios para envolver seu nome nos supostos atos de corrupção em suas delações premiadas. Fora disso, não há prova alguma das alegações lançadas." diz a nota.

Também réu, a defesa do primo do ex-governador, Luis Abi Antoun, informou que confia na justiça e sua inocência será comprovada no processo.

Já a Econorte diz que em relação à ação de improbidade administrativa não consta qualquer ordem contra a concessionária, já que esta ação foi extinta em relação à Econorte, conforme decisão anterior do juízo da 1ª Vara Federal de Curitiba.

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