Justiça barra aposentadoria do servidor municipal Ossamu Kaminagakura
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terça-feira, 28 de agosto de 2018
Guilherme Marconi <br> Reportagem Local 

O juiz Marcos José Vieira, da 1ª Vara de Fazenda Pública de Londrina, negou a liminar que pedia aposentadoria do servidor público afastado da Prefeitura de Londrina Ossamu Kaminagakura. Funcionário de carreira há 25 anos, o engenheiro civil responde a três PADs (processos administrativos) e é réu na Operação ZR3 por supostamente exigir propina em troca de facilidades no andamento de processos de alteração de zoneamento urbano quando ocupava a diretoria de loteamentos na Secretaria Municipal de Obras.
Em um desses PADs, a Corregedoria-Geral do Município indicou a demissão do servidor e o processo está na Secretaria de Governo à espera de um decreto do prefeito Marcelo Belinati (PP). Ao negar o pedido de aposentadoria, o magistrado citou o processo da prefeitura que está em fase recursal. "Ademais, inexiste risco de perecimento do direito caso se analise o pedido de liminar após as informações, certo como é que o impetrante não teve a sua remuneração suspensa pela Administração."
O PAD que indica a demissão é referente a uma investigação aberta em 2016 que apurou que ele teria supostamente descumprido uma diretriz do Ippul (Instituto Pesquisa e Planejamento Urbano) e da Secretaria de Educação ao determinar a contrapartida de três novos empreendimentos em Londrina em favor de empreiteiras. Segundo o corregedor-geral Alexandre Trannin, as loteadoras teriam que construir três escolas completas. Contudo, o parecer assinado por Kaminagakura teria determinado apenas a construção de salas de aula.
"Este processo já passou pela segunda instância administrativa e está na secretaria de Governo à espera de uma definição do prefeito, que pode acatar ou reformar a decisão." disse.
Histórico
A Corregedoria também instaurou uma sindicância para apurar os fatos deflagrados no âmbito da ZR3. Ele chegou a ser preso em março após ser descoberto um cheque de R$ 30 mil que seria destinado a Kaminagakura a título de propina. Mas atualmente responde ao processo criminal em liberdade, com algumas medidas restritivas como monitoramento por tornozeleira eletrônica. Neste período o servidor continua recebendo normalmente o salário no valor bruto de R$ 14,2 mil.
A FOLHA entrou em contato com a defesa de Ossamu Kaminagakura, mas ainda não obteve retorno.


